segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Segredos de Liquidificador

Como toda adolescente, eu pensava demais, amava demais, sonhava e sofria demais. Era muita dor para tão pouca gente. 
Um belo dia todos os pensamentos começaram a pular enlouquecidos para o papel.
E agora, para a web.
Quem quiser se aventurar, seja bem-vindo, mas preste muita atenção: efeitos colaterais são por conta do leitor. 
Sim, eu era (ou será que ainda sou?) muito boba. Sim, eu era apaixonada e nada apaixonante. Sim, aqui tem muita dor de corno, muitos versos tolos, muitas tentativas frustradas de me achar.
De achar o outro, de achar o que me movia, o que eu gostava, de entender as coisas ao meu redor. 
Tentativas de celebrar o que eu vivia.

Mas como já disse o Pessoa:
Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente ridículas.)

Seguirei a ordem em que aparecem no caderno onde estão originalmente registradas, com suas datas e locais registrados. Talvez haja diferença cronológica na ordem das postagens.
Senta que lá vem história!

Luisa, Novembro de 2013

Dedico esse blog à Tatiane Reis, que tanto me incentiva nessa vida.

E que conseguiu ver valor num texto de adolescente.

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