terça-feira, 12 de novembro de 2013

Rosa melancólica

Sou como um poeta de séculos passados.
Idealizo a pessoa amada,
sofro e choro por ela.
Como uma rosa melancólica, vejo o tempo passar,
e o meu amor se afastar.
E enfim, ele se foi e doeu.

Mas agora, o poeta antigo ficou de lado.
E vejo um novo amanhecer se aproximar.
Sinto o cheiro de flores,
flores apaixonadas
Não sei bem se quem vem ficará
Mas de qualquer forma, faz-me ver e sentir a vida mais alegre,
mais viva.

Será que ele sabe quem eu sou?
Eu mal sei quem ele é.
E como o poeta, me vejo a apaixonar-me por uma figura de minha criação.
E talvez o final eu já conheça:
Descobrirei que a criação é o oposto da criatura.
E então, eu sofrerei e chorarei de novo.
Tudo se repetirá como uma roda d'água.
E mais uma vez o poeta tomará o lugar da moderninha.

Fevereiro,2001.



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