A menina ri, sorri, e brinca de namorar.
É apenas uma criança que escondida afaga sua boneca.
Quem é ela?
E no instante seguinte, chora.
Chora a dor do que chama amor.
Depois ela pula, dança, escreve, e volta a ser aquela criança que com suas amigas fingem o que não existe.
Ah, mas para elas é o que é.
E você sabe como é, não é?
Sonha acordada,
suspira apaixonada (e mal sabe o que é paixão) por alguém que não vem.
E quando surge no crepúsculo, o nervosismo surge também.
Algo sobe e desce.
Ela perde o ar, treme, soa, tontura, e cadê ele?
Já foi e ela nem viu, mas riu.
E ele?
Só anda por aí.
O tempo se foi e ele continua a andar por aí.
E aquela menina - não tão mais menina assim - que sonhou,
sorriu e chorou, agora lembra, e ri feliz.
Sem saber quem é ele agora, ou como está.
Mas ela também não sabe quem ela é, por onde anda.
Não sabe mais por quem deve rir ou chorar (não o tem).
Se é que ainda chora.
Por que, como chorar se não se pode rir depois?
Ela diz mentiras para si esma, jura que acredita,
e por um momento torna-se verdade,
que se desfaz como uma vela soprada.
As emoções são como cavalos selvagens.
Ela leu isso e riu.
Riu para não chorar.
Chorar da sua própria dor.
A dor que ela não quer mais.
Janeiro, 2001
É apenas uma criança que escondida afaga sua boneca.
Quem é ela?
E no instante seguinte, chora.
Chora a dor do que chama amor.
Depois ela pula, dança, escreve, e volta a ser aquela criança que com suas amigas fingem o que não existe.
Ah, mas para elas é o que é.
E você sabe como é, não é?
Sonha acordada,
suspira apaixonada (e mal sabe o que é paixão) por alguém que não vem.
E quando surge no crepúsculo, o nervosismo surge também.
Algo sobe e desce.
Ela perde o ar, treme, soa, tontura, e cadê ele?
Já foi e ela nem viu, mas riu.
E ele?
Só anda por aí.
O tempo se foi e ele continua a andar por aí.
E aquela menina - não tão mais menina assim - que sonhou,
sorriu e chorou, agora lembra, e ri feliz.
Sem saber quem é ele agora, ou como está.
Mas ela também não sabe quem ela é, por onde anda.
Não sabe mais por quem deve rir ou chorar (não o tem).
Se é que ainda chora.
Por que, como chorar se não se pode rir depois?
Ela diz mentiras para si esma, jura que acredita,
e por um momento torna-se verdade,
que se desfaz como uma vela soprada.
As emoções são como cavalos selvagens.
Ela leu isso e riu.
Riu para não chorar.
Chorar da sua própria dor.
A dor que ela não quer mais.
Janeiro, 2001
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